terça-feira, 18 de agosto de 2015

VISITA AOS LABORATÓRIOS DE INFORMÁTICA

A implementação de laboratórios de informática nas escolas públicas é parte de uma política de financiamento da Educação do Governo Federal viabilizada pelo Ministério da Educação (MEC) por meio do Programa Nacional de Tecnologia Educacional (Proinfo).
Laboratório da EE Prof. Francisco de Assis Dias Ribeiro
Visando equacionar da melhor forma possível o uso dos computadores nos laboratórios de informática, a 7ª DIRED através do seu Núcleo de Tecnologia Educacional, está realizando visitas as escolas pertencentes a Jurisdição da 7ª DIRED e que, possuem laboratório, para que possamos avaliar o funcionamento dos mesmos e de seus respectivos equipamentos.
Assim sendo, observamos que em algumas escolas os computadores encontram-se em boas condições de uso e em outras estaremos realizando ações de orientação e de reparos nos equipamentos, visando a melhoria dos laboratórios.

sexta-feira, 24 de julho de 2015

INSTITUTO CRIA REDE SOCIAL COM CONTEÚDO EDUCATIVO E DE GESTÃO

Ao adotar a ferramenta mais popular dos últimos tempos, o campus de Ceilândia do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Brasília (IFB) cria rede social própria, fortalece a comunicação entre escola e comunidade e inova nas práticas educacionais. É a IFSocial, rede on-line que funciona basicamente como o conhecido facebook, mas com conteúdos educativos, informativos e também voltados para a gestão escolar.
A IFSocial foi criada por professores do campus de Ceilândia como forma de apoio pedagógico e repositório de dados de toda a Rede Federal (Foto: reprodução)Ainda em fase experimental, a IFSocial é fruto de projeto de pesquisa dos professores Jocênio Marquios e Laura Misk. “Uma preocupação foi oferecer um ambiente semelhante ao das ferramentas existentes, com o diferencial de que, na nossa rede, teremos controle do conteúdo e poderemos instalar módulos próprios, como fóruns e blogues”, afirma Marquios.
Com o apoio de recursos conhecidos dos usuários de redes sociais, como chat e feed de notícias, a IFSocial possibilitará aos professores a postagem de conteúdos específicos de cada disciplina. Ações de formação profissional e pedagógica dos docentes do instituto também estarão disponíveis na rede. “Isso é compartilhar conhecimento: uma atividade específica de capacitação de professores, mas aberta a todos”, diz Luciano de Andrade Gomes, diretor de ensino, pesquisa e extensão do campus de Ceilândia.
A IFSocial foi criada para proporcionar comunicação e integração entre gestão, servidores e alunos no campus, mas passou a ser um projeto institucional. A rede será incorporada ao domínio do instituto com uma versão acadêmica e outra para a intranet do IFB. “A educação precisa de novas ferramentas que permitam a estudantes e docentes estar mais perto, com linguagem atual”, avalia o reitor do instituto, Wilson Conciani. “Seu uso educacional é um potencial enorme na construção do saber.”
A rede social apresentará conteúdo pedagógico, calendário acadêmico, informações técnicas, agenda de atividades, videoconferências, transmissão on-line, programação de eventos e todos os recursos hoje disponíveis na internet com fins educativos. “Temos a convicção de que a ferramenta não vai ficar só no IFB, mas pode crescer para toda a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, gerando um grande repositório de dados”, diz o professor Marquios.
Fonte: www.mec.gov.br

quinta-feira, 9 de julho de 2015

EM BRASÍLIA PAIS APRENDEM A PARTICIPAR DA ROTINA DOS FILHOS

Na prática e na teoria, a educadora Mariléa de Souza Martins tem a certeza de que a educação na escola deve ser construída em parceria com a família. Responsável pelos projetos pedagógicos da Escola-Classe 305 Sul, em Brasília, todos com a inclusão da família, a orientadora educacional defendeu, em 2014, na Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro, em Portugal, pesquisa de mestrado sobre o diferencial da presença dos pais na escola. “Vivemos numa sociedade capitalista, com as mães e os pais no mercado de trabalho, com cada vez menos tempo de acompanhar os estudos dos filhos, as tarefas de casa e passar um tempo prazeroso com eles”, diz. “E essa participação da família faz toda a diferença na educação.”
A partir da constatação de que a falta de tempo nos dias de hoje afasta os pais do ambiente escolar e compromete o rendimento dos alunos, Mariléa elaborou projetos interativos para aumentar a participação da família na agenda da escola, que atende 320 crianças de 6 a 11 anos de idade. Essa parceria tem resultado em maior motivação com as tarefas escolares e melhores notas. “Mandei uma malinha para a casa dos pais e os coloquei para ler”, conta a orientadora, referindo-se ao projeto Mala Voadora, do Serviço de Orientação Educacional da escola. Todas as semanas, uma família leva a malinha, que contém três livros, CD com músicas clássicas de Mozart e um jogo de cubos, com personagens desenhados. O material exige criatividade por parte da família para inventar uma história. Há ainda uma pasta com receita de bolo, que deve ser feito por pais e filhos, e dicas de alimentação saudável. A família tem o fim de semana para usar o material e realizar as atividades propostas, que devem ser fotografadas e descritas num caderninho de controle.
O projeto agradou a Maria Joana Ribeiro Ferreira e a Ismael Ferreira Domingos, pais da Giovanna Sofia, 8 anos, do terceiro ano. “Vivemos com pressa, e o tempo é sempre curto; se não tiver um direcionamento da escola, acabamos deixando as tarefas para o filho fazer sozinho”, diz Maria Joana. “A gente não costumava sentar para ler histórias e brincar com a Giovanna ou a Rafaella, nossa caçula de 3 anos, e a malinha nos despertou para acompanhar mais de perto as tarefas da escola.” 


Esmeralda Moreira Fernandes, mãe de Davi, 7 anos, aluno do segundo ano, espera a vez para levar a malinha para casa. Apesar de ser o primeiro ano do filho na escola, ela se considera uma parceira dos professores no processo educativo. “Temos liberdade para conversar, e graças a essa aproximação, percebi que o Davi tem talento artístico para a música e os desenhos”, conta a mãe, que o matriculou em aulas de bateria. “Ele produz textos a partir dos desenhos que faz e já compõe músicas.”
Horta — Além da Mala Voadora, a escola usa a horta para promover a aproximação entre a família e a escola e educar a todos sobre a importância de uma alimentação orgânica e saudável. “É a mãozinha de todos na terra da hora, das crianças, do professor da disciplina e dos pais”, comenta Mariléa. O espaço do cultivo não é muito grande, mas os canteiros exibem ao longo do ano letivo tomatinhos, couve, alface e ervas. Marlene Estrela, mãe de Gustavo Ramos, 8 anos, terceiro ano, participa do projeto. “Já vim aos sábados adubar e trazer mais sementes para plantar”, conta a mãe, que participa das reuniões mensais do ciclo de pais da escola. “Nem sempre dá para vir, mas esse compromisso é importante para acompanhar as atividades da escola e interagir com os professores, que estão abertos a nos ouvir”, explica.
Banny Gomes, mãe de Davi Guilherme, 10 anos, aluno do quinto ano, é parceira da escola na educação dos filhos há oito anos. “As minhas duas filhas mais velhas já estudaram aqui, e sempre houve essa relação de amizade e parceria entre pais e professores, que vai muito além dos dias festivos”, comenta. “Essa aproximação traz um ambiente de segurança, de acolhimento. A criança fica à vontade para aprender porque sente que a escola é uma extensão de casa.” (Rovênia Amorim)